quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Probabilidade - O problema das três portas



Em 1990, Marylin vos Savant respondeu, em sua coluna da revista Parade, à seguinte pergunta:

Suponha que você está em show de TV e deve escolher entre três portas. Atrás de uma das portas há um carro. Atrás das outras, cabras. Você escolhe a porta número 1 e o apresentador, que sabe onde o carro está, abre outra porta, digamos a porta 3. Ele te diz: "Você quer escolher a porta 2?". É vantajoso trocar de porta?

Marylin, citada no livro Guinness por seu alto QI, respondeu que sim. Quem troca de porta tem 2/3 de chances de acerto. A chance de quem permanece com a porta inicial é de 1/3.

Sua resposta provocou respostas iradas de inúmeros matemáticos e um grande debate se iniciou. Após muita polêmica, a resposta de Marylin foi finalmente aceita como correta.

A chance do competidor acertar a porta na primeira escolha é de 1/3. Assim, é mais provável que o carro esteja em uma das outras duas portas. Por isso, é melhor trocar de porta.

Clique nas portas para experimentar.

Porta 1 Porta 2 Porta 3
25% 75%


Agora imagine um outro problema. Você está participando de uma "raspadinha". Existem 1.000 bilhetes. Apenas 1 está premiado. Você comprou 1 bilhete e o seu amigo comprou 999. Seu amigo raspou 998 bilhetes e nenhum estava premiado. Restam então dois bilhetes: um com você e outro com o seu amigo. Ele te propõe trocar os bilhetes. Você aceitaria?

Fontes:

Game Show Problem

The Monty Hall Problem Explained

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Saindo da bolha


Para crescer, conheça ideias opostas às suas


Você convive sempre com as mesmas pessoas? Você escuta ideias contrárias às suas? Quando você não concorda com algum comentário, o que faz? Bloqueia? Rebate prontamente?

Cuidado, você pode estar vivendo em uma bolha cognitiva.

Uma bolha onde todos pensam da mesma forma, onde suas ideias não são questionadas. Onde você se sente seguro. Mas essa segurança tem um preço, a estagnação. A bolha limita. Dentro da bolha você só escuta os seus próprios pensamentos. Como todos pensam de forma parecida, a opinião dos seus companheiros é simplesmente um eco dos seus próprios pensamentos.

Para crescer, é necessário sair da bolha. Viver experiências diferentes. Escutar aqueles que pensam de forma radicalmente diferente de você. Quando tentamos compreender pensamentos diferentes dos nossos, duas coisas podem acontecer. Nossas ideias anteriores saem enfraquecidas (isso é ótimo, porque assim conceitos novos e mais adequados podem surgir) ou fortalecidas (isso também é ótimo, porque agora nossa convicção ainda é maior, pois sobreviveu ao confronto).



O co-fundador da Avaaz.org, Eli Pariser, alerta em seu livro The Filter Bubble, que os algoritmos de personalização do Facebook e do Google escondem o que é desconfortável e desafiador, criando uma rede de uma pessoa só.

Eli, que se considera um progressista, sempre gostou de ter comentários de conservadores no seu "feed" de notícias. Mas um dia ele percebeu que o Facebook estava escondendo esses comentários. A algoritmo da rede social estava colocando Eli em uma filtro-bolha, que deixava passar apenas notícias e comentários alinhados com os interesses principais do autor.

O mesmo acontece com o Google. Os resultados de busca são diferentes para cada pessoa. A ferramenta de busca e a rede social decidem o que é mais relevante para cada pessoa, criando um isolamento virtual que muitas vezes não é percebido.

E você, está uma bolha cognitiva?


Fontes:

UMA HOMENAGEM AO SITE MISES BRASIL - SOBRE A NECESSIDADE DE QUESTIONARMOS NOSSAS IDEIAS

Eli Pariser: Tenha cuidado com os "filtros-bolha" online